Te culpo, coração!

O coração, fisiologicamente, bate... pulsa.

Então o que o faz doer?

Que poder é esse ele tem de nos apertar ao ponto de sufocar e nos fazer procurar outras mãos para apertar? Que mágica é essa que tem de nos fazer ficar estúpidos de amor, cego de ciúmes e até de parar o tempo, aquele milésimo de segundo, aonde ou se vai ou se perde?

Eu te culpo coração!

Te culpo por lágrimas de saudades, alegria, angústia e surpresa.

Te culpo por esse vazio que sinto de algo que nunca experimentei, mas sei que é o quero para minha vida.

Te culpo por minhas inseguranças e por minhas certeza.

Te culpo porque cada sua batida aqui, dentro do meu peito, denuncia quem sou, como sou, com o que sonho e o quero.

Te culpo e te amo!

Sem você coração, eu nada teria vivido ou sentido nessa vida. O que foi bom foi, o que não foi e se desfez; e, o que foi bom mas não pôde ficar e tu coração, sem piedade, transforma em saudade essa ausência que se fez, para minha sorte.

Fabiola Maia D'Emery
Recife, 15 de Abril de 2013 • 03:23h AM.

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