Papo sério sobre 'AMA'mentar...

Não se mede mães, não se compara mães... Mães são aquelas que criam, que dão amor, dão a sua vida por seu filho, independente do parto, do sangue ou do modo de se criar. Se você é um dessas: já é mãe, uma Santa Mãe; e não importa de onde venha o sustendo do seu filho se, em sua consciência, você sabe que que fez e faz tudo o que pode e o que não pode, você tem todo o direito de curtir sua cria e ser feliz, porque, mais uma vez, MÃES NÃO SE MEDEM!

Leiam esse texto PERFEITO sobre Aleitamento Materno & Seus Tabus.

 [ Clarinha, Ana & Théo, uma família feliz e saudável. Clara & Théo são meus afilhados e Ana veio ao Brasil com 6 meses de gestação para meu casamento, Ana e seu Marido foram Padrinhos e Clarinha foi a Dama e levou as alianças. ]
Depois de muito chorar (de dor nos seios e no coração), de me sentir incapaz, baby blues talvez, cheguei a uma conclusão: "Amamentar NÃO é um ato de amor!"

Pois é... amamentar é dar alimento. O melhor alimento. O mais completo e o que melhor nutre o bebê. Já amar é outra coisa. As pessoas que confundem as duas coisas, e sem querer, estão fazendo um desserviço ao aleitamento, pois as mães ficam mais ansiosas, culpadas e cheias de temores (como eu fiquei). 

Todos sabem que uma mãe tranquila amamenta melhor. E como uma mãe pode amamentar tranqüila se ela acha que estará dando menos amor para seu bebê se fracassar? Olha o peso deste sentimento!!!

Quanto mais desmistificarmos o aleitamento, melhor. As sociedades que amamentam melhor, são aquelas que o fazem naturalmente, como parte de uma rotina. O bebê está com fome, a mãe dá o peito. Simples assim. Quase mecânico. Ninguém pensa muito nisso.

E as mulheres que por algum motivo não conseguem amamentar, precisam parar de sofrer, de sentir culpa. Existem muitas outras formas delas darem o suporte psicológico que o bebê precisa. É óbvio que o aleitamento é a melhor escolha, mas a partir do momento que esta escolha não pode ser feita, a mãe deve parar de sofrer.

Tudo isso para dizer que depois de muita força de vontade, hoje, EU consegui... Estou amamentando meu filho Théo, não como gostaria, mas como a natureza permite. Meu leite não foi suficiente, em quantidade, para Clarinha, minha primeira filha e agora para Théo, ele toma um complemento de leite industrializado. E meu amor por ele continua sendo o mesmo de dias atras quando o alimentava apenas com mamadeiras: INCONDICIONAL!

MÃE FELIZ = FILHOS FELIZES  

1 comentários:



Ludmilla disse...

Nossa, nossa, nossa! Finalmente uma pessoa nesse mundo me compreende. Virei fã! Preciso conhecer essa Ana. Finalmente uma pessoa que não me olharia HORRORIZADA ao me ouvir dizer que não amamentei meu filho e que os futuros filhos que eu venha a ter, amamentarei somente o estritamente necessário. Eu falo sobre isso no meu livro. E antes que alguma mãe atire a primeira pedra, me explico. Meu filho só "pegava" um seio. Berrava de fome noite a dentro. Eu e o marido sem contar com ajuda de ninguém. Quase enlouqueci sem saber o que fazer. É claro que eu queria fazer o melhor para o meu filho. E o melhor todo mundo dizia que era amamentar. Lá pela quarta noite com ele berrando de fome, meu instinto falou mais alto e eu peguei o leite que tinha na geladeira mesmo, sem ferver nem nada. Coloquei uns 40 ml na mamadeira e ele mamou com a avidez de quem está sugando a própria vida. No outro dia mesmo comprei uma lata de (santo) NAN. Continuei é claro, a oferecer o peito, mas ele parou espontâneamente por volta de um mês de idade. E isso sim foi o melhor que eu podia ter feito por ele. Ele tomou o NAN até um ano e depois, Ninho até 3. E olha, com muito orgulho eu digo: meu filho é forte como um leão! Não sei se por causa do leite, mas que foi bom para ele isso foi. Eu tenho uma amiga com dois filhos. Ela amamentou ambos até os dois anos de idade. Os filhos dela vivem com coriza, gripe e muitas vezes febre. E ela vive me dizendo: "pôxa, o que você dá pra esse menino que ele não adoece nunca?" Dei NAN e muito amor. A receita deu tão certo que certamente irei repetir a dose se vier a ter outro filho. Quer saber o que mais? Amamentação escraviza. Porque é muito fácil meter o pau em mãe que não amamenta, quando se tem empregada, babá, sua mãe/sogra/amiga para ajudar nos cuidados com o pequeno. Eu tinha que manter minha casa e dar conta de marido e filho completamente sozinha desde que voltei da maternidade. Aí, #comofas pra lavar, passar, varrer, cozinhar, trocar fralda com uma criança pendurada no seu peito por horas a fio? Eu não consegui. Como disse sabiamente a Ana, amamentar não é um ato de amor. Uma mãe que jogou seu bebê recém nascido em um rio na minha cidade, amamentava regularmente a criança. Isso quer dizer que ela a amava? Isso é um mito enraizado na cabeça das pessoas. Amamento, logo amo? Tá muito errado isso aí. Amor é outra coisa. Vai muito além de suprir uma necessidade física. É de alma, não se explica assim. Obrigada, Bi... tão querida! - por compartilhar em texto tão sabiamente elaborado aqui.

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