As pessoas deveriam entender que a cesariana, no Brasil, virou quase um rotina, mas é porque muitas mães desejam assim mesmo, salvo - é claro - as exceções dos médicos 'cesaristas' que impõem a sua vontade dizendo: "seu bebê corre risco, está em sofrimento!" Que mãe vai seguir em frente ao ouvir isso? Mas uma coisa é certa, desejo de mãe não deve ser contestato, é ordem! Sou a favor do parto normal pra mim, quanto as outras, o parto são delas!
As pessoas gostam de mostrar as 'cesarianas desnecessárias', mas o que diariamos desse parto normal mortal?
Bebê sofre fratura durante o parto em SP e morre dois dias depois.Prefeitura de Atibaia, investiga hipótese de erro médico. Criança nasceu de parto normal e pesando 3,5 kg; mãe tem 14 anos.Fonte (via)
O nascimento e a morte de um bebê na Santa Casa de Atibaia, a 64 km de São Paulo, são investigados pela prefeitura da cidade por suspeita de erro médico. No último sábado (2), a mãe, uma garota de 14 anos, deu à luz de parto normal um bebê de 3,5 kg. Nesta segunda-feira (4), a criança morreu.A família da adolescente diz que houve erro porque o médico deveria ter feito parto cesáreo. "Eu cheguei e estava sentindo muita dor, só que o neném estava bem. Eu pedi para fazer parto cesárea e ele disse que não, não tinha passagem para o nenê", conta a adolescente, que é de Minas Gerais e no oitavo mês de gestação foi morar com parentes em Atibaia.Segundo a família, o bebê tinha fraturas pelo corpo. "Após o parto, o bebê foi para o berçário e ficou com um hematoma muito grande na cabeça e o bracinho quebrado. O médico forçou o braço dele para poder realizar o parto", relata Maria Rodrigues, a tia da adolescente.Maria disse que chegou a solicitar a transferência da criança para UTI, mas o bebê ficou dois dias na incubadora e morreu. Segundo a Santa Casa, a causa foi parada respiratória.A Prefeitura de Atibaia informou que ainda está levantando informações sobre a morte da criança com a Santa Casa, mas que já sabe que, pela idade da jovem e pelo tamanho do bebê, o parto é considerado de risco e deveria ter sido encaminhado para Campinas, a 93 km de São Paulo.A transferência não aconteceu porque a rede municipal de saúde não sabia da situação da adolescente, já que a jovem não fez o exame pré-natal na cidade e não há registro algum de atendimento dela antes do parto.
Minha função com esse post, como sempre, não é ser a favor de parto normal, humanizado ou cesárea. Eu sou a favor das escolhas e possibilidades da mulher, porque é fato nem todas podem parir lindamente como índias, de cócoras, o que é o nosso sonho. Mas a realidade é outra. Muitas podem sim parir naturalmente, e muitas dessas que poderiam optam por cesareana. E porque descriminar isso? O nascer não deveria ter se tornado tabu.







