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Quando o (meu) Segundo Sol Chegar ❥

☆ O Nosso Tempo, Nosso Desejo 'vs' O Tempo de Deus ☆

{ vídeo que fiz pra quem está esperando "O SEGUNDO SOL",
...e para todas as Tentantes ♥ }.

❝Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.
(...) tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar.

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora (para ganhar forças!), tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.❞

E tem mais:

Você diz: ❝Isso é impossível❞
Deus diz: ❝Tudo é possível❞ (Lucas 18-27)

Você diz: ❝Não tenho condições❞
Deus diz: ❝Minha graça é suficiente❞ (II. Corintos 12-9)


★ Eclesiastes 3-1,8 ★ — ♥ Deus é fiel, acredite!!!

De repente 30! Fazer o quê, né? Comemorar!!!



Olha que coisinha mais liiiiiiiiiiinda cantando "Parabéns" para mim. Obrigada Ce, obrigada Gabi... A felicidade que vocês me dão não se compra em lugar nenhum, vem do coração ♥.

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Agora assim, desabafando, semana Pré Dia das Mães é sempre uma masterTPM pra mim por todos os motivos óbvios; fora que hoje eu estaria no 8° mês de gravidez, teria Chá e Bebê e tals. Para completar estou fazendo TRINTA anos e está doendo na minha coluna, na cabeça, na alma e no coração (ou estou velha mesmo ou dormi de mal jeito); a segunda opção é mais louvável, já que dormi sem Charles que está viajando.

Mas sei lá, parece que eu fiz trinta anos e não fiz nada da vida: só plantei a árvore, que até morreu. Falta/faltou escrever o livro e ter o filho(a) (nem precisam comentar sobre isso). Dói. É o primeiro aniversário meu que dói de dar vontade de chorar (e chorei muito) ... Sei lá, me sentindo vazia. Mas isso também vai passar.

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Então vamos fazer um exercício mental. Não falar das coisas que vc AINDA não conquistamos, lembrar das que vc temos em mãos: pensar na beleza e na alegria de chegar aos 30 com saúde e junto das pessoas que te amam! E é isso, lembrar o quanto sou amada, olha o vídeo lá pra provar, né?

Agora temos outra fase de vida: casamento, depois bem Bebê-Docinho(a) de novo e é isso; levantar! Porque joelho ralado de queda arde, mas antes de casar sara!!! E felicidade? Pode entrar mais...

Beijos, Bi.

Montanha-russa de sentimentos, sabe o que é isso?!

Se não sabe, eu vos explico, se você tiver paciência. Bem se não tiver eu escrevo de qualquer jeito mesmo, porque isso é uma forma de eu tentar estabilizar tudo, ou seja, colocando pra fora. Désolé...

Bem, na quarta-feira foi um capítulo a parte da minha vida: muita informação nova, que ainda não assimilei todas. Quando tudo estiver certinho eu conto por aqui. Mas definir meu humor, neste dia, em uma palavra seria 'apática', alheia até a um sorteio de mega-sena. Já na quinta-feira eu estava toda contentinha e foi um dia feliz. Eu estava em 'good vibe'.

Ontem, eu tive retorno de dois anos da minha gastroplastia com Dr. Pedro e a primeira pergunta que ele fez quando me viu na sala de espera foi: "Cadê a barriguinha?" - isso aconteceu umas cinco vezes nesses últimos dois dias, a maioria no Orkut, na verdade - e, como sempre, eu respondo com meu texto pronto que perdi o bebê.

Lá dentro do consultório, quando chegou minha vez, Dr. Pedro se desculpou por ter perguntado pelo bebê, porque ele não sabia do aborto. E eu falei para ele que seria o normal ele perguntar, não é mesmo? E mesmo eu tendo ele no meu Orkut e Facebook eu sei que ele só entra lá esporadicamente e, mesmo quem entra sempre já me fez a mesma pergunta que ele, já que eu postei que tinha perdido o bebê e depois não mais falei sobre o assunto nos respectivos locais. Porque, afinal de contas, não cabe ao local. 

E então começou a consulta. Ele me pede para deitar na maca, levanta a minha blusa, aperta todos os locais aonde dói até que eu pergunto: 'Porquê o senhor só aperta aonde dói, hein? Aqui não dói não, pode apertar aí que eu eu deixo...' e ele rindo: "Mas aí não tem pontos da cirurgia, não tem graça".

Exame físico: ok! Vamos as perguntas então, né? E volta-se ao papo da gravidez... E juro, ele me explicou tudo tão bem explicadinho que parecia um obstetra. A-D-O-R-E-I. (Ter obstetra homem deve ser muito legal!). Ele me disse também que era para eu tentar de novo, dai eu fiz a pergunta que martelava na minha cabeça mas que ainda não tinha tido coragem de perguntar a ninguém:

- Mas Dr. Pedro, se eu já tive um bebê assim com esse problemas é bem possível que eu tenha outro, né?

E ele disse: "Não! É muito raro acontecer abortos repetidos e se acontecer é um caso a se estudar. Porque aborto só acontece até o terceiro mês, após isso é parto prematuro, normalmente ocasionado por incompetência istmo-cervical - que eu já tinha lido sobre -, e no seu caso seria uma loteria muito grande, ou seja, muito azar vir dois abortos repetidos."

Dai ele mandou eu subir na balança, um dos fatos de eu ter ido correndo me consultar com ele foi porque eu engordei 4kg depois que perdi o bebê - e nem venham me dizer que foi o soro que tomei durante o tempo que fiquei internada porque eu acho que ele já virou xixi há muito tempo -. E pronto, ele viu que eu engordei, eu admiti que estava com a boca nervosa a noite, ele passou remédio e na saída do médico eu encontrei Charles num barzinho de frutos do mar, daqui de Recife, para uma happy hour gastronômica mesmo, já que nenhum de nós dois bebemos. Sei que comi, exagerei, enjoei, fui pro banheiro um pouco. A sorte é que o banheiro desse bar, consegue ser tão bom quanto o ambiente externo dele; tem ar refrigerado, puffs para vc sentar, e foi isso que fiz, dei uma boa de uma gargarejada com Listerine - eles também tem lá litros de Listerine free - e sentei um pouco embaixo da boca do ar condicionado.

Nisso uma das senhoras que trabalha na limpeza me perguntou se eu estava dor dor, se eu queria um absorvente  - sim, eles são gentis e prestativos assim! -, eu disse que não (...) por fim terminei foi contando tudinho da minha vida a ela, enquanto Charles comia mais um bocado na nossa mesa. Ela sentou num outro puff e me contou que tinha cinco filhos vivos, mas que tinha feito aborto de outros e que se fosse hoje em dia ela jamais teria feito aquilo, teria dado para adoção, que às vezes até escutava até choro de bebê e achava que era um dos seus. Eu falei para ela não se culpar mais do que já sentia, porque mais do que ninguém ela sabe a dor que sente por ter feito aquilo e por não ter aqueles filhos ao lado dela. Não falei sobre Deus, assassinato ou pecado, não vem ao caso.

Sinceramente, aquela mulher carregava tanta dor dentro de si, que se ela tem débitos com o céu estes já estavam sendo pagos, sabe? Não sou a favor do aborto, mas não bato boca com quem fez, cada um sabe o peso que leva em suas costas e eu não gosto é de radicalismo. Consigo conviver com gregos e troianos muito bem.

Por fim eu melhorei, agradeci a senhora e ela disse: "Nem se preocupe que logo você vai vir aqui grávida e depois com seus filhos". Agradeci a ela os cuidados que teve comigo e mais uma vez a confortei sobre o que ela tinha me confidenciado.

Apesar de conhecer o mundo das 'tentantes' de perto e saber que muitas não compreendem o porquê de mulheres que não desejam mais filhos engravidarem como se pegassem uma gripe e elas não conseguirem nem com reza forte, eu consigo me manter neutra e apenas achar que isso tudo são peças da vida. E a gente tem que aceitá-las ou lutar contra elas, dependendo da personalidade de cada uma de nós.

Eu sou das que luto, vou a briga. Vou tentar ter meu bebê de novo, mas não agora. Por hora me permito a um outro tipo de luto; aquele luto que não é depressão, é só tristeza. E esse é o meu humor de hoje: luto. Amanhã, graças a Deus, é outro dia e outro humor vem, porque como todas as mulheres sou de fases e pensando bem, ou melhor, calculando bem, eu devo estar já na TPM. E é assim mesmo, como diz a minha querida Marcinha temos dias de um passo adiante, dois pra trás e no outro dia ao inverso e assim a gente vai vivendo a vida. E vai mesmo!

Notícias, notícias, notícias...
(e o garoto vai jogando o jornal de casa em casa e andando torto de bicicleta no meio da rua)

Depois de muita tempestade, o tempo fica cinza, em seguida vem o frescor, e depois vem uma brisa gostosa que lambe seu rosto. Às vezes volta a trovejar de novo, sabe? Mas o tempo vai ficando mais claro há cada instante.

E eu tenho um monte de gente pra agradecer, gente da minha família que nem no Brasil mora, mas sinto como se morasse aqui do lado, afinal habitam em meu coração e ela sabe que eu falo dela; dizer obrigada também a minha irmã Nayara, que pasmem, acompanhou parte do processo no hospital, a parte leve da indução, via webcam, ao vivo (han?). Queria poder segurar a mão de uma pessoa linda que conheci pela net, por aqui pelo blogger, e foi como encontrar uma amiga de infância perdida (...) Às vezes ela parece aquela amiga mais adulta da turma, sabe? Que diz "não-não-e-não" e eu escuto mesmo, afinal ela sabe mais que eu e eu sempre fui uma pessoa obediente. Deveria poder beijar e abraçar todo mundo que me deixou recadinho carinhoso - se vcs soubessem como isso faz bem, isso deveria ter como ser retribuído! -. Sem falar nas pessoas que choravam, literalmente, comigo pela volta do meu anjinho ao Pai. E é claro, dar aquele muito obrigada, ao meu Pai, e ao meu marido que, por sinal, tem pavor a sangue - ele desmaia gente!!! - e se superou de uma forma que nunca pensei que ele fosse capaz, ficando ao lado da mulher dele, num quarto de hospital, forte como uma roxa, enquanto eu urrava de dor e nosso sonho ia embora durante uma madrugada que parecia nunca terminar.

Mas terminou gente, tudo termina e tudo passa, de verdade. É claro que tem hora que eu ainda me sinto uma cáca (minha afilhada ama esses vídeos, vai entender!), mas a gente era porquinho, mas já sabia se cuidar... E na segunda-feira passada teve volta a G.O. depois da curetagem e fisicamente eu tô uma Coca-cola geladinha, tinindo de boa. Mas que a mente, é claro, estava uma m... Me pediu pra fazer terapia. Mas assim, terapia nunca foi uma coisa que fizesse grande diferença na minha mente. Já fiz em outros tempos de vida, a mais longa quando mamãe faleceu e eu fiquei bulímica. Mas ok, como já disse, sou obediente, vou marcar e vou.

Na próxima sexta-feira também tem Dr. Pedro - vcs ainda lembram dele? -, pois é, meu cirurgião da Gastroplastia, afinal a operação já completou 2 anos no último dia 14 e eu nem tinha me lembrado e é chegada a hora de repetir todos aqueles exames e tomar a injeção de B12.

Bem, e continuado sobre o que a minha G.O. falou, entre outras coisas, ela disse que no próximo ciclo, se eu quiser, já posso até tentar de novo (opa!), mas tem um pagodizinho que diz assim ❝Deixa acontecer naturalmente, eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente, nosso caso vai eternizar...❞



(escuta  aí em cima)


Então, tudo vai acontecer quando tiver que acontecer, sem intromissão minha, da chuva, ou de simpatias. A mãe natureza proverá! E eu estou começando a sentir cócegas na barriga com a data do casamento civil chegando mais perto (houn...) e feliz porque outros planos surgiram, e são planos legais cara, não aqueles como o do Cebolinha que sempre dão 'elado'... Tudo, tudo vai dar pé!!!

Ah, por falar em minha afilhada - falei dela lá em cima - ela, acabou de sair daqui, dormiu no meu colo mesmo quase não cabendo mais nele, está cada dia mais sapeca, ainda mama no peito, está falante e linda com 1 ano e 7 meses. Babem vocês também...

❝Aline, você ama Dinda?! — Amááá!!! — Quanto?! —
Muitchuu Dinda, muitchuu.❞
Dinda também te ama minha filhotinha de Deus, muito e muito.

Da perda. E depois como se achar?

Eu não iria aparecer por aqui nem tão cedo, sabe? Não porque eu esteja com raiva ou trauma, ou que me sinta mal ao ler as coisinhas da gravidez; é só que, simplesmente, eu estou numa fase introspectiva. Reavaliando tudo, renovando minha fé, me curando por dentro e por fora e tentando perder a mania de entrar na net e ir automaticamente a sites de compras de enxovais de bebê :)

Ah, mas eu também fiquei mega feliz ao entrar aqui e saber da gravidez da Carol, que engravidou no mês seguinte ao aborto e hoje já está com 12 semanas. Olha que coisa linda... Que benção!!!

Mas eu também não poderia deixar de agradecer os abraços, sim abraços... porque não foram simplesmente comentários, foram abraços bem apertados que recebi de cada uma de vcs. A Thais me deixou um lindo há pouco, entre tantos outros que vou agradecer um por um, não vão sentir ciúmes ou afins, porque eu não iria suportar (estou muito sensível esses dias), aos poucos eu vou dar um beijo na bochecha de cada uma de vcs que passaram por isso tudo comigo sem me deixar pirar, literalmente. Gosto muito de todas e todas participaram ativamente dessa gravidez. Meu bebê não era só meu, era de todas .

Quando eu sangrei um anjo me acolheu, quando eu 'pirei' teve um anjo na Alemanha que me fez pôr os pés no chão e assim vai. Obrigada por estarem comigo nos momentos alegres e tristes, saibam que sem vcs eu não teria passado por isso com tanta paz. Com lágrima, muitas lágrimas também, mas em paz.

Eu não gostaria de falar o porque de meu bebê ter falecido, até porque a biópsia ainda não saiu, mas acredito que foi por vias naturais mesmo, ele tinha três meses para passar aqui na Terra e passou. Como aborto foi retido eu tive que me internar no Hospital Memorial São José e a indução química começou as 17hrs da Terça-feira (16). Depois o que pareciam contrações - mas não sei ao certo se eram - começaram. Primeiro de 10 em 10min e por fim ficaram uma ligada na outra e mesmo assim o bebê não desceu. Dai, após 3hrs de indução, a saída foi ir para o bloco cirúrgico, as 20hrs.

A curetagem em si foi 'tranqüila', no fator dor; pois eu tomei anestesia a apaguei. Mas depois foram horas de dor infernal, pior do que das pseudo-contrações. Foi a dor da perda do meu filho e dor do soro com oxitocina tudo junto, mas lá pela meia-noite as coisas aliviaram e as 6hrs da manha chegou a copeira com o café da manhã. Eu comi, nem acordei Charles, levantei da cama só, empurrando o carrinho do soro, comi, separei minha roupa, tomei banho, sozinha também, e então chamei Charles, que finalmente dormia pesado, depois da noite de terror, tadinho... e eu disse: "amor, vamos pra casa!".

Charles e meu Pai foram as melhores companhia que eu pude ter, a noite meu Pai voltou para casa e Charles ficou fazendo massagem na minhas costas, me consolando, secando minhas lágrimas... e ainda dizem que príncipe encantado não existe, bem, o meu existe!

Nem eram 7hrs da manhã ainda, mas a médica me achou tão bem que me deu alta mesmo. Eu fiquei no andar da maternidade; nasceram até trigêmeos. Era lindo ver todos aqueles bebês nascendo, algumas mães até traziam os bebês delas para eu ver e me diziam: "próximo ano você estará aqui". E eu acredito! Logo estarei lá de novo, e dessa vez eu vou sair com o meu bebê no colo.

Obrigada por tudo, viu meninas? De verdade. Fiquem bem vcs também, eu sei que vcs ficaram tristes e que já gostavam muito do meu bebê, e isso me conforta. Ele foi amado por todos! Era um doce de criança mesmo..

Minha médica disse que eu já poderia engravidar de novo dentro de um 1-2 meses, dependo da biópsia do bebê. Mas eu não sei s estou pronta pra isso... Eu preciso me despedir do meu primeiro filho primeiro.

Quando eu digo que 'ele vai voltar' me refiro ao Bebê-Docinho. Todos os meus filhos serão Bebês-Docinhos, mas o meu... o meu primeiro sempre vai faltar. Eu sei que ele está bem. Eu sei que ele foi amado e era isso que ele precisava. E eu preferia assim mesmo, que ele fosse sem dor. Sempre sentirei saudades dele dentro de mim... Foi a época mais linda da minha vida. Mas outras também virão...

Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por 
mais impossíveis que pareçam,  a gente sabe,
que foram feitas pra um dia
 dar certo, né?

Duas coisas:

1. dengue é uma das piores coisas que ja tive na vida;
2. mas, a dengue hemorrágica com certeza foi a pior!

Putz grila, depois de ter dor de cabeça até explodir, seus ossos parecerem vão se partir, você sangrar por onde nem imaginou, ficar em hospital, ter alta do hospital (graças a Deus!) e voltar para casa amarela, com olheiras de três dedos de largura o que vem?! Eu respondo: enjôo...

Pois é, ficaram ainda as dores, um pouco de febre e enjôo. Mas, tudo "isso também vai passar" e quando tudo passar eu volto de verdade, tá?! Fiquem com Deus e postem muiiiiito para eu saber como anda a vidinhas de vocês diretamente daqui, da Central Fabíola de Recuperação = a minha cama :)

(...)


Só para constar que certas coisas do mundo (sempre as coisas tristes) eu não entendo. Não entendo como uma mãe pode perder seus quadrigêmeos, não tem entendo como outra poder, sem nenhum aviso, seu lindo bebê em seu ventre, sem nem ter podido seu conhecer seu rostinho ainda... E outra, essa muito querida minha, que perdeu a sua primeira esperança.

Não entendo os problemas que umas tem ao dar a luz e outras, parem de cócoras, sem anestesia, e com útero bicorno ainda mais!!! - mas esse 'não-entedimento' veio com muita, muita alegria -, pois, é minha amiga Gi teve a Olivia antes-de-ontem, e estou roxa de orgulho e felicidade por ela, mas triste por tantas outras.

Vi uma postagem de outra querida daqui que ela teve três abortos espontâneos (...) E por fim, não entendo como uma mãe pode merecer enterrar um filho.

Me coloquei 1 segundo no lugar dessas mães, incluíndo a Cissa Guimarães, que acabou de perder seu filho na flor da idade e DOEU DEMAIS e continuei sem entender.

Assim como não entendi a Laura, (mas, ao menos a Silvia já recebeu seu novo anjinho, a Heloïse) e o Daniel que se foram ainda bebês... E também não entendo o porque da demora para tantas outras mães se tornarem mães.

Mas, me colocando no lugar dos filhos eu consigo entendê-los, isso porque eu vi minha mãe morrer e na hora o que mais queria era ter morrido antes que ela, ou na mesma hora que ela. Mas Deus sabe o que faz e pelo que temos passar, por isso sigo. Uma nova esperança há de surgir a qualquer momento. E Querido Papai do Céu faça por todas essas mães e filhos o que eu não posso fazer pessoalmente, no momento: dar a elas e eles um grande abraço apertado e dizer que "isso também vai passar" frase de Chico Xavier.

LUZ E UM ABRAÇOS DE ALENTO PARA TODAS!!!
Uma flor para cada anjinho que, ao Cara lá do Céu, retornou.

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